O FEMINISMO E O CINEMA

Dia desses em um grupo de cinema que frequento, uma menina disse que tínhamos que parar de falar sobre Feminismo, pois ali era um grupo de cinema. inconformado escrevi um texto onde citava que Feminismo e Cinema andam lado a lado e citei alguns exemplos de atrizes maravilhosas que revolucionaram de uma forma ou de outra a história do cinema e que lutaram por condições de trabalho melhores e iguais aos dos seus colegas do sexo masculino. O texto deu certo. Algumas pessoas citaram outros exemplos e junto com os meus, decidi fazer um artigo aqui no blog, para relembrar algumas dessas mulheres maravilhosas. Dedico esse texto à todas as mulheres que passam por aqui no blog, à vocês meu carinho e respeito.

Bette Davis
Foi uma das primeiras atrizes a quebrar o famoso esteriótipo que Hollywood sempre impunha à suas estrelas do sexo feminino: a estrela glamourosa. Sofreu vários preconceitos por não aderir ao rótulo e por não ter uma beleza apropriada para ser "considerada uma atriz bonita". Venceu pelo talento. Desprovida de vaidade, aceitou papéis que muitas atrizes recusaram, seja pela reputação das personagens, ou seja pelo caráter estético; interpretou a ambiciosa Mildred em "Of Human Bondage", papel que foi recusado por diversas atrizes, devido ao caráter e reputação da personagem. Graças à esse papel, chamou a atenção de Hollywood. Aceitou raspar as sobrancelhas, para viver a Rainha Elizabeth I em dois filmes. Usou técnicas de envelhecimento em "Mrs. Skeffington".
Enfim era uma atriz que se entregava de corpo e alma, quando o personagem lhe tocava. Comprou uma briga com a Warner, por sempre lhe ser oferecidos papéis fracos e vazios. Era uma atriz que amava desafios. Foi processada pelo estúdio e perdeu, porém ganhou o respeito dos chefes e melhores papéis. Foi também a primeira mulher a presidir a Academia e vivia em constante luta por bons papéis e para ter seu nome acima dos colegas do sexo masculino.

Mary Pickford
Foi uma das fundadoras da United Artists, além de ser uma grande feminista. Foi a segunda atriz a ganhar um Oscar em 1930. Casou-se três vezes. Seu casamento mais famoso foi com Douglas Fairbanks, com quem formou um dos casais mais bem sucedidos do cinema. Em 1929 no filme "Coquette" ousou cortar seus cachos que até então eram sua marca registrada, chocando seus fãs, porém seu desempenho foi superior a tudo isso, lhe garantindo um Oscar.

Katharine Hepburn
Considerada a melhor atriz de todos os tempos, além de ser a recordista de Oscars ganhos, Katharine sempre foi uma mulher a frente de seu tempo: usava calças compridas ao invés dos glamourosos vestidos. Tinha total poder dos papéis que escolhia. Manteve por anos um caso com Spencer Tracy, que não se divorciava por causa de sua religião. Ganhou 4 Oscars e na velhice lutou por bons papéis. Ela recebeu seu último Oscar em 1982 com mais de 70 anos. Divorciada, optou por não mais casar e nem ter filhos.

Greta Garbo
Considerada uma das mulheres mais enigmáticas do cinema, Greta Garbo foi uma das poucas atrizes que conseguiram escapar do famoso e polêmico código Hays, que censurava filmes na época dourada de Hollywood. Garbo protagonizou cenas tórridas com John Gilbert em "Flesh and the Devil", foi uma das primeiras atrizes a protagonizar rápidos beijos com atrizes do mesmo sexo, como em "Queen Christina". Além de ter sido a atriz que mais rendia bilheteria a MGM. Principalmente na Europa.
Seu nome vinha sempre acima dos atores com quem contracenava, mesmo sendo atores como Clark Gable e Charles Boyer. Às vezes seu nome era maior que o título do filme, como em "The Painted Veil". Foi uma das primeiras atrizes mais bem pagas e após um forte boicote ao seu filme "Two Faced Woman" abandonou o cinema. Mesmo com o fracasso desse filme, sua carreira estava em alta, quem pensa que ela levou uma vida reclusa, engana-se. Garbo viajou, comprou obras de arte, enfim viveu. Foi uma das poucas atrizes que se recusaram a casar-se e formar família, mesmo com o forte apelo dos estúdios. Chegou a abandonar John Gilbert no altar.

Marlene Dietrich
Outra grande mulher a frente de seu tempo, Dietrich fazia questão de usar roupas masculinas, ao invés dos vestidos glamourosos. Em 1930 no filme "Morocco", protagonizou uma das cenas mais ousadas e imortais da história do cinema: enquanto canta em um bar, vestida em um smoking preto, Marlene puxa uma mulher  e lhe dá um beijo, logo após oferece uma rosa ao personagem de Gary Cooper. Essa cena quase foi retirada do filme, pelo código Hays, mas graças a própria Marlene a cena continuou no filme e se tornou uma das cenas mais memoráveis da história do cinema. Dietrich foi também uma das atrizes que se recusaram a fazer filmes nazistas para Hitler, que acabou chamando-a de traidora.

Hedy Lamarr
Considerada dentro de Hollywood como apenas "mais um rosto bonito", Hedy Lamarr surpreendeu Hollywood e o resto do mundo, ao mostrar ser uma grande inventora: juntamente com George Antheil, criou um sistema de comunicações para as Forças Armadas dos Estados Unidos, servindo de base para o atual sistema de telefonia. Lamarr também foi a primeira atriz a protagonizar uma cena de orgasmo, isso ainda em 1933, no filme "Ecstasy".

Alla Nazimova
Hoje quase esquecida, Nazimova foi uma das grandes atrizes do cinema mudo, na década de 20. Além de produzir seus próprios filmes, Nazimova fazia questão de ter na equipe uma boa parte de integrantes gays ou lésbicas. Seus filmes eram sempre garantia de escândalos. Protagonizou em 1923 o filme "Salomé", baseado na obra de Oscar Wilde e fez desse filme uma suntuosa obra que mistura androginia e futurismo. É considerado pelos especialistas de cinema, um dos primeiros filmes de arte do período silencioso. Nazimova também é conhecida, por sua agitada vida particular. Declaradamente bissexual, não fazia questão alguma de esconder suas preferências. Além de ter sido a criadora do famoso "Garden of Allah", uma mansão onde promovia segundo muitos, orgias e festas consideradas escandalosas, para a sociedade puritana na época.

Barbara Stanwyck
Uma das grandes e mais fantásticas atrizes de Hollywood, Stanwyck ficou órfã de mãe aos dois anos e foi abandonada pelo pai logo em seguida. Foi criada alternadamente pela irmã e por um casal amigo de sua família. Casou-se duas vezes: do primeiro casamento adotou um filho e ao se separar, travou uma longa batalha judicial pela guarda do filho, da qual foi vencedora.
Casou-se anos após com Robert Taylor, após descobrir ser traída por este, Stanwyck decidiu se separar mais uma vez. Poucas atrizes nessa época se divorciavam mais de uma vez, as únicas exceções eram Lana Turner e Elizabeth Taylor. Após se divorciar, Santwyck optou por não mais se casar e dedicou-se à sua carreira. Deixou de lado o cinema e entregou-se à televisão onde conseguiu ganhar dois prêmios Emmy.

Jessica Tandy
Conhecida mais pelos filmes "Driving Miss Daisy" e "Fried Green Tomatoes", Jessica Tandy foi a atriz mais velha a receber o Oscar, aos 81 anos em 1990. Jessica não possuía uma beleza que era compatível com o padrão de Hollywood. Por causa disso perdeu a grande oportunidade de desempenhar no cinema o papel de Blanche Dubois em "A Streetcar Named Desire", que encarnava perfeitamente nos palcos. O papel acabou ficando com Vivien Leigh que recebeu um Oscar pela performance. Mesmo sofrendo esse baque, Jessica teve uma grande, duradoura e feliz carreira nos palcos e fazendo alguns papéis no cinema. Foi uma das várias atrizes que se mantiveram na ativa durante a velhice.

Audrey Hepburn
Conhecida por ser um ícone fashion e uma atriz de grandes sucessos, Audrey Hepburn desempenhou nos anos 80, um de seus mais importantes e mais lindos trabalhos: tornou-se uma das embaixadoras da Unicef. Audrey sofreu nos anos 80 duros golpes de repórteres que diziam em suas colunas, que ela deveria se aposentar, já que vinha estrelando filmes que eram considerados fracassos comerciais. Ao invés de dar ouvidos a esses comentários maldosos, decidiu então focar suas forças para a Unicef.
Em entrevistas, Audrey dizia que a Unicef, havia salvo sua vida, durante a guerra e que sempre se sentiu em dívida e que gostaria muito de retribuir fazendo algo pelas pessoas. Ciente de seu forte apelo, decidiu então tornar-se embaixadora da Unicef e direcionar a atenção do mundo para as crianças da África e suas condições impróprias de vida. Todo seu esforço foi recompensado e Audrey sempre é lembrada por isso.

Elizabeth Taylor
Uma das mulheres mais bonitas da história do cinema, Elizabeth Taylor foi mais que isso. Mesmo tendo a fama de ser uma mulher que adorava jóias, glamour e riqueza, além de seus vários casamentos, Elizabeth fez muitas obras de caridade.  Após perder seu grande amigo Rock Hudson para a AIDS em 1985, participou de eventos onde levantava fundos para pesquisas. Teve durante a vida problemas com álcool e drogas,que tornaram-se públicos, mas conseguiu se livrar dos vícios e foi grande inspiração para várias pessoas abandonarem seus vícios também.

Olivia de Havilland
Cansada de interpretar heroínas doces e que viviam em constante perigo, Olivia foi uma das primeiras atrizes a mover processo contra o estúdio em que trabalhava, em busca de condições melhores de trabalho e pelo direito de recusar papéis que não despertassem seu interesse. Acabou ganhando a causa e sofrendo boicote da Warner, que prometeu nunca mais contratá-la.
Após vencer a causa, bons papéis apareceram, além de ter recebido dois Oscars. Havilland teve seu nome inserido na lei em que beneficia os atores a escolherem os papéis que estejam de acordo com suas expectativas.

Hattie McDaniel
Em uma época machista, sexista e racista Hattie conseguiu diversas façanhas até então inéditas: foi a primeira atriz negra a ganhar um Oscar e a ir na cerimônia recebê-lo. Além de ser uma das primeiras negras a cantar e a estrelar uma grande série de sucesso nas rádios, também protagonizou uma série de sucesso na televisão chamada "Beulah", a qual Hattie havia feito na rádio e tinha sido um grande sucesso. Antes de morrer Hattie expressou que gostaria de ser enterrada no Cemitério de Hollywood, mas o dono na época Jack Roth, se recusou a enterrar uma negra em seu cemitério. Em 1999 Tyler Cassity, o novo proprietário do cemitério, sugeriu transferir os restos mortais de Hattie para o cemitério, porém com a recusa da família de Hattie, foi construído um memorial para homenageá-la e para reparar os erros do passado.

Jane Fonda
Conhecida por sua versatilidade, além de atriz, é escritora, ativista política, ex-modelo. Nos anos 80 produziu vídeos aeróbicos. Jane Fonda causou muita polêmica pelas suas declarações sobre a Guerra do Vietnã. Uma foto sua sentada sobre um canhão de guerra, despertou a fúria do governo Nixon e dos conservadores. Muitos afirmam que por causa dessas declarações, sua carreira foi prejudicada durante um certo período, porém Jane afirmou em diversas entrevistas, que sua carreira melhorou após essas polêmicas. Chegou a fundar sua própria produtora de filmes e a receber diversas indicações ao Oscar. Chegando a ganhar um em 1979.

Ida Lupino
Além de atriz, Ida era produtora, roteirista e diretora. Dirigiu filmes e séries como "Bewitched" e "Bonanza". Arrumou briga com a Warner, em busca de bons papéis e acabou suspensa. 
Durante os períodos de suspensão, Ida ia para os estúdios e passava a observar o processo de direção. Acabou se interessando pelo ofício. Ao terminar o contrato com a Warner, Ida acabou abrindo sua própria produtora, junto com seu marido. A produtora começou a prosperar quando Ida firmou uma parceria com a RKO. Quando um dos diretores sofreu um infarto, Ida se ofereceu para cobrir seu lugar e assim começa a sua carreira como diretora. Mesmo em uma época machista, Ida conseguiu prosperar e ser respeitada no meio.

Ingrid Bergman
Ingrid era uma das atrizes mais populares, respeitadas e admiradas de Hollywood, até filmar "Stromboli", onde conheceu o diretor Roberto Rossellini. Os dois acabaram se apaixonando e com a recusa do marido em lhe ceder o divórcio, Ingrid simplesmente deixa o marido e a filha e vai atrás de seu grande amor na Itália, que também era casado. Esse foi sem dúvida um dos casos mais escandalosos de Hollywood, pois Ingrid teve coragem de deixar tudo às claras e mostrava também o quanto Hollywood era hipócrita, já que Katharine Hepburn e Spencer Tracy viviam uma situação parecida e tinham "as bençãos" de Hollywood.  Por causa dessa atitude corajosa, num tempo hipócrita e opressor, Ingrid sofreu um forte boicote, teve seus filmes recolhidos dos cinemas e tentaram ao máximo fazer com que fosse esquecida. Porém Ingrid na Itália decidiu aprender italiano e a estrelar os filmes do seu então marido Rossellini (após o escândalo inicial, ambos conseguiram o divórcio, porém Ingrid perdeu a guarda da filha) com quem fez uma série de filmes que não foram bem recebidos, mas que ao passar do tempo tiveram seu valor histórico e cultural reconhecidos. 
Após fazer uma série de filmes fora de Hollywood, Ingrid retorna triunfalmente em 1959, com o filme "Anastasia" ganhando um Oscar pelo desempenho e mostrando o quanto Hollywood poderia ser cínica e cruel com as mulheres naquela época.

Sally Field
Começou sua carreira na televisão nos anos 60, é mais conhecida nesse campo por ter interpretado a personagem principal no seriado "The Flying Nun" entre 1967 e 1970. Sempre foi subestimada por ter feito apenas comédias, mas entre 1976-1979 ela teve duas chances de provar que era uma boa atriz: com a série "Sybil" em um papel que lhe exigia criar múltiplas personalidades distintas e em "Norma Rae", interpretando uma líder sindical que luta por melhores condições de trabalho. Pelo papel em "Sybil", Sally ganhou um Emmy e pelo desempenho em "Norma Rae" um Oscar. Sally ganharia outro Oscar em 1984 em mais um papel dramático no filme "Places in the Heart", no discurso do Oscar ela tocou no assunto sobre sempre ter sido uma atriz subestimada e pediu mais respeito.

Meryl Streep
Se hoje temos Meryl Streep, com mais de 60 anos, brilhando em grandes e fortes papéis, devemos agradecer à Katharine Hepburn, Jessica Tandy, Bette Davis, Joan Crawford e muitas outras atrizes que sempre lutaram por bons papéis depois dos 50 anos. Muitas delas não conseguiram coisas boas, porém, só pelo fato de lutarem e brigarem por algo, já é mais do que suficiente para serem admiradas.
Meryl é uma das atrizes mais premiadas e recordistas de indicações de todos os tempos, além de sempre estar envolvida em causas sociais. Um de seus melhores desempenhos encontra-se no filme baseado em fatos reais "Silkwod" onde ela dá a vida à Karen Silkwood uma denunciante nuclear e ativista sindical, que morreu em um misterioso acidente de carro, após denunciar irregulares vazamentos nucleares na fábrica onde trabalhava.

Joan Crawford
Entre sucessos e fracassos, Joan Crawford foi uma das poucas atrizes que conseguiram atingir a marca de quase 50 anos de carreira. Iniciou sua carreira ainda no cinema mudo, atingindo o sucesso já na era falada, porém sempre lutando por bons papéis, às vezes recebendo sobras de Greta Garbo e Norma Shearer. Após atingir o sucesso e tendo o privilégio de escolher os papéis e em alguns casos os atores com quem contracenava, Joan  amargou uma série de fracassos de bilheteria e foi intitulada de "veneno de bilheteria". Acabou sendo demitida da MGM. Logo em seguida sendo contratada pela Warner, como uma forma de intimidar Bette Davis, que era até então a única estrela feminina do estúdio. Na fase Warner, conseguiu recuperar o sucesso e o prestígio. Foi casada quatro vezes. Seu último casamento foi com Alfred Steele, maior acionista da Pepsi Cola, de quem futuramente se tornou viúva. Com a morte do marido, Joan acabou ficando com seu cargo, a contra gosto dos outros acionistas (todos homens) e o exerceu durante anos.

Maria Schneider
A causa do post do grupo de cinema, foi justamente Maria Schneider e a famosa (e escrota) cena da manteiga no filme "Ultimo Tango a Parigi" (Último Tango em Paris), em 1972. Maria Schneider era uma atriz principiante, enquanto Marlon Brando e Bernardo Bertolucci já eram renomados. Os dois planejaram entre si a cena da manteiga, sem consultar Maria que ficou sabendo na hora. Revoltada e não podendo negar-se a fazer a cena, Maria acabou aceitando contra a vontade fazê-la. 
Enquanto Marlon e Bertolucci saíram aclamados, Maria saiu humilhada. Anos mais tarde Maria contou o abuso sofrido durante as gravações e novamente o filme voltou a ser uma discussão polêmica. Muitos consideram a cena um estupro: a humilhação de Maria foi literalmente gravada e comercializada. Marlon Brando chegou a assumir que a ideia tinha sido dele e de Bertulocci e que realmente Maria não sabia de nada até o momento da gravação. O que não diminuiu em nada o estrago feito. Após esse filme Maria recebeu muitos convites para filmes duvidosos e sua carreira acabou naufragando. Com seu relato em 2007, Maria acabou abrindo espaço para discussões de como as mulheres foram e como são tratadas pela indústria cinematográfica, dando espaço para outras atrizes relatarem abusos físicos e psicológicos durante as gravações. Mesmo de uma forma triste, Maria acabou revolucionando o feminismo e trazendo para a roda conversas sobre o respeito para com as mulheres na indústria cinematográfica.

Olhando de lá da década de 1920 para os dias de hoje, as mulheres no campo cinematográfico, conseguiram atingir grandes patamares de respeito e realização, mas ainda isso não é o suficiente. Falta muita coisa ainda, como por exemplo a igualdade de salários entre os gêneros, coisa que até hoje não foi consertada, espero que uma grande mulher consiga quebrar essa barreira e sim, cinema e feminismo caminham juntos.

***
O FEMINISMO E O CINEMA O FEMINISMO E O CINEMA Reviewed by Rodrigo Veninno on 14:47 Rating: 5

6 comentários:

  1. Mulheres e atrizes maravilhosas!!!!Algumas belíssimas!AS nem tanto,não deixaram nada a dever quanto ao talento.Qto à cena da manteiga do Ultimo Tango em Paris,realmente,a atitude do Bertolucci e Brando foi péssima!Mas o filme,como um todo é talvez,o nº 1 em minha preferência, por retratar as relações humanas no séc.XX com a poesia da época.

    ResponderExcluir
  2. Estou apaixonada por esse blog.

    ResponderExcluir

Obrigado por comentar!!!

Tecnologia do Blogger.