CINEMATECA - MAMÃEZINHA QUERIDA (MOMMIE DEAREST)

"Mamãezinha Querida" (Mommie Dearest), talvez seja um dos filmes mais polêmicos e contraditórios que Hollywood produziu nos anos 80, é baseado no livro de mesmo nome escrito por Christina Crawford, filha de ninguém menos que Joan Crawford.
Joan Crawford adotou quatro crianças: Christina, Christopher e as gêmeas Cynthia e Cathy, com os dois primeiros sempre teve um relacionamento tumultuado, enquanto que com as duas últimas, sempre manteve boa convivência, sendo uma boa mãe, tanto que após o lançamento do filme, as gêmeas sempre fizeram questão de defender a memória da mãe e cortaram relações com Christina, curiosamente no filme elas nem são mencionadas, dando a entender que Joan só tinha Christina e Christopher como filhos.
O livro foi publicado após a morte de Joan Crawford e foi um sucesso de vendas, além de certa forma ter denegrido um pouco a imagem de mãe perfeita, que Joan Crawford gostava de passar, Christina não seria a única filha de atriz famosa a escrever um livro, relatando sua tumultuada relação com a mãe, um outro exemplo clássico é B.D. Hyman, filha de Bette Davis, que escreveu um livro relatando sua relação com a aclamada atriz, tudo isso em um período em que acreditava-se que Bette não sobreviveria a um câncer e a uma sequência de derrames, porém Bette acabou sobrevivendo e cortou relações com a filha e a excluiu do testamento, outro caso interessante é o de Maria Riva, filha de Marlene Dietrich, que também lançou um livro de memórias, falando bem mal de sua mãe.
No livro, Christina afirma que foi vítima de violência infantil, além de revelar que Joan era alcoólatra e que estava mais preocupada com sua carreira, do que com a família, além de passar a impressão de Joan ter sido uma mulher fria, calculista, narcisista e desequilibrada.
Vários amigos de Joan saíram em sua defesa, como Barbara Stanwyck, Ann Blyth e principalmente Myrna Loy que era amiga de Joan desde 1925 e até mesmo Douglas Fairbanks Jr. primeiro marido de Joan Crawford se pronunciou a respeito, dizendo que a Joan retratada no livro, não era a Joan que ele havia se casado e que conhecera.
O livro publicado em 1978, ganharia uma versão cinematográfica três anos depois, o filme seria estrelado por Faye Dunaway, sendo dirigido por Frank Perry, tendo entre os produtores o marido de Christina, David Koontz, assim como o livro, o filme foi um sucesso comercial e novamente trouxa à tona a polêmica relação de mãe e filha, o orçamento do filme foi de 5 milhões de dólares, lucrando quase 40 milhões, mesmo com sucesso de bilheteria, o filme foi avacalhado pela crítica e um dos fatores mais criticados, foi a exagerada e caricata composição de Faye Dunaway, que acreditava que com esse desempenho, seria premiada por um Oscar, porém o máximo que ganhou foi um Framboesa de Ouro, além de ter tido sua carreira arruinada após esse filme.
Uma das atrizes consideradas para o papel foi Anne Bancroft, que sabiamente recusou a oferta, Faye acabou aceitando, pois acreditava que com esse papel, atingiria um patamar mais alto em sua carreira, quem não conhece sua filmografia e vê "Mamãezinha", acaba tendo a impressão de que Faye é uma atriz caricata e péssima, mas isso não é verdade, antes de "Mamãezinha", Faye estrelou filmes como "Chinatown", "Bonnie e Clyde" e "Network", filme que lhe daria um Oscar de Melhor Atriz e nesses filmes prova ter bastante talento, ironicamente Joan Crawford havia uma vez declarado que Faye "tinha o que era preciso, para ser uma grande estrela".

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