GIA - A FAMA E A DESTRUIÇÃO DE UMA SUPERMODELO

Gia Carangi foi um dos maiores nomes no mundo da moda e isso se deve a sua ascensão meteórica, como também a sua destruição mais rápida ainda. Foi uma das grandes supermodelos dos anos 80 e até hoje é referência, seja como ícone de moda, quanto pela sua vida trágica e breve.
Seu nome de batismo era Gia Marie Carangi, nascida em 29 de janeiro de 1960, na Filadélfia. Era a filha mais nova de três irmãos e na infância, presenciou o tumultuado casamento de seus pais, cheio de agressões e instabilidades. Sua mãe acabou abandonando a família, quando Gia tinha 11 anos.
Aos 17 anos se mudou para Nova York, na época ela já flertava com o trabalho de modelo, fazendo pequenos trabalhos na Filadélfia, antes de se mudar. Gia foi descoberta por Wilhelmina Cooper, uma modelo holandesa que no auge do sucesso montou sua própria agência de modelos, a Wilhelmina Models em 1967. 
Aos 18 anos, em 1978, Gia já era uma modelo de sucesso, trabalhando com diversos fotógrafos como  Richard Avedon, Helmut Newton, Francesco Scavullo, Arthur Elgort, Marco Glaviano e Chris von Wangenheim e chegando a ser uma das modelos mais bem pagas no ramo da moda. Foi nessa época em que Gia conheceu as drogas. Frequentadora da famosa boate Studio 54, Gia teve seu primeiro contato com a cocaína.
Seu vicio em drogas, começou a prejudicar o seu trabalho e Gia acabou tendo sua reputação de supermodelo manchada, devido aos comportamentos nas sessões de fotos. Em algumas sessões ela simplesmente abandonava o trabalho, para ir em busca de drogas. Em outras sessões ela assumia um comportamento excêntrico e chocante, como por exemplo querer ser fotografada nua, sem necessidade alguma. O uso de drogas ficou evidenciado em seu corpo, como diversas marcas de agulhas nos braços que precisavam de retoques na edição final das fotos.
Em menos de dois anos, em 1980, Gia já se encontrava em profundo declínio. Deixou de ser chamada para trabalhar e por causa de seu comportamento autodestrutivo, perdeu contratos e amigos. Sem trabalho e sem dinheiro, Gia decidiu voltar para a Filadélfia e entrar em um programa de desintoxicação, porém logo voltou para o vício e se envolveu em um acidente de carro, onde estava bêbada e drogada.
Em 1981, Gia decidiu retornar para Nova York e retomar sua carreira de modelo. Enfrentou diversos obstáculos, pois muitos grandes nomes do ramo da moda, não a queriam representando suas marcas. Graças a  Francesco Scavullo, Gia conseguiu estampar a capa da revista "Cosmopolitan" em 1982, essa seria a sua última capa de revista. Começaria então a ficarem visíveis os efeitos das drogas em seu corpo. Nessa época, Gia já usava heroína. 
Após a capa da "Cosmopolitan", Gia se concentrou mais em fazer trabalhos de catálogos para lojas de departamento. Usando heroína, Gia começou a atingir o declínio definitivo de sua carreira, sendo demitida de diversos ensaios, pelo seu comportamento autodestrutivo. No final de 1983, Gia abandonou definitivamente o mundo da moda e retornou novamente à sua cidade natal.
Gia chegou a ter uma trégua de um ano sem usar drogas, mas em 1985 ela voltou ao vício. Em 1986, ao dar entrada no hospital com um grave quadro de pneumonia, foi descoberto que ela era portadora do vírus HIV. Após diversas complicações, Gia acabou falecendo em 18 de novembro de 1986, aos 26 anos, com sua mãe sempre ao seu lado. Sua morte só foi divulgada algum tempo depois. Anos após sua morte, Gia teve sua vida transformada em livros, minisséries televisivas e em filmes. Talvez o filme mais famoso baseado em sua vida, foi "Gia: Fama e Destruição" (Gia), estrelado por Angelina Jolie em 1998. Angelina recebeu um Globo de Ouro por seu desempenho.
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GIA - A FAMA E A DESTRUIÇÃO DE UMA SUPERMODELO GIA - A FAMA E A DESTRUIÇÃO DE UMA SUPERMODELO Reviewed by Rodrigo Veninno on 12:46 Rating: 5

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