ATRIZES ESQUECIDAS - MARIA CARMI - UMA DAS PRIMEIRAS ATRIZES A SE TORNAREM PRINCESAS

Quando falamos sobre atrizes que se tornaram princesas, lembramos imediatamente de Grace Kelly e Rita Hayworth (embora a segunda não exerceu o ofício por muito tempo). Antes delas havia Maria Carmi, hoje esquecida. Seu nome de batismo era Eleanora Erna Cecilia Gilli. Ela foi uma atriz de cinema e teatro, sendo depois princesa e perfumista. Ela começou sua carreira no teatro, na companhia de  Max Reinhardt, um dos mais importantes produtores e diretores do cinema alemão. Ela ficou na companhia entre os anos de 1907 e 1909, e trocou seu nome de batismo pelo nome artístico de Maria Carmi. No teatro, seu papel mais notável foi interpretando a Madona, na peça "O Milagre". Ela imortalizou-se com o papel de Madona, a ponto de ser recebida pelo Papa Pio X. 

Em 1912, ingressa ao cinema, interpretando justamente o papel que lhe havia imortalizado nos palcos: a Madona, na versão cinematográfica da peça "O Milagre". O filme, dirigido por Max Reinhardt e Michel Antoine Carré, usou um processo de colorização à mão. O filme foi exibido em diversos lugares do mundo como: Argentina, Holanda, Austrália, Alemanha, entre outros.

Com o sucesso de "O Milagre" e seus filmes posteriores, Maria Carmi tornou-se uma das divas mais procuradas nos cinemas alemão e italiano. Em 1916, ainda casada com seu primeiro marido, Karl Gustav Vollmoeller, conhece o príncipe georgiano Georges V. Matchabelli. Os dois se apaixonaram e em 1917, ela comete bigamia casando-se com o príncipe. O divórcio do primeiro casamento só sairia em 1921. Ao casar-se com o príncipe, passou a usar o nome de Princesa Norina Matchabelli.

Mesmo com o título de princesa, ela ainda continuou trabalhando como atriz de cinema e teatro. Seu último filme foi realizado em 1921, enquanto ela revivia o papel de Madona no teatro e na Broadway. Em 1924, ao lado do príncipe, fundou uma empresa de perfumes chamada Prince Matchabelli Perfume Company. O casal se divorciaria em 1933, devido a ingressão de Maria Carmi à seita do guru Meher Babae, tornando-se uma fanática religiosa.

Mesmo divorciados, ela herdou após a morte do príncipe em 1935, uma soma de milhões de dólares que foi integralmente doada para a seita do guru. Seu fanatismo ficou mais latente, quando tornou-se porta-voz da seita. Tentou convencer seu primeiro marido a produzir um filme sobre o guru, mas o projeto nunca se concretizou. Ela morreu de câncer em 1957, aos 77 anos. Sua data de falecimento é confusa: algumas fontes citam 4 de agosto, enquanto outras citam 15 de junho.









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